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Num País tão pequeno como o nosso, às vezes é difícil distinguir o que realmente vale a pena daquilo que não merece sequer a nossa mais pequena atenção. Algumas pessoas que me têm escrito, dizem-me em confidência, que é difícil saber que grupos são sérios e quais aqueles que não o são. Em primeiro lugar temos de ter consciência daquilo que procuramos. Saber de forma clara, se nos apetece juntarmo-nos a um grupo já pré-estabelecido ou se queremos apenas ver o que se passa. A mera curiosidade cabe em eventos esporádicos como o Encontro Anual de Paganismo promovido pela PFI- Portugal, onde quem quer poderá contactar, ouvir e saber o que é de facto o Paganismo. Podem visitar o site desta organização para saberem datas, etc. Assistir a um evento destes não implica associação ao mesmo visto ser aberto a todos e é a melhor forma para curiosos ou praticantes que queiram contactar com pessoas idóneas.
O problema prende-se exactamente com isto. Quem é idóneo, quem é credenciado, quem é verdadeiro? Muitas das pessoas que me escrevem têm medo de fazer uma aproximação ou um contacto porque por vezes têm receio de não saber o suficiente ou de não saberem o que vão encontrar, embora tenham vontade. Que critérios se tem de aplicar a estas escolhas? Como saber se os sítios, eventos ou grupos são ou não liderados ou dirigidos por pessoas que são de facto praticantes verdadeiros do paganismo, seja qual for a sua tradição?
Isto é como tudo, tem de se perguntar. Perguntar não faz mal nenhum e as pessoas que se aproximam de uma organização pública têm o direito, antes de se juntar ao grupo, de perguntar e verificar se o grupo ou organização é de facto verdadeiro. Um dos sinais principais é verificar a idoneidade de quem os dirige. Quem está à frente desse grupo devem ser pessoas com experiência e com provas dadas, que sejam reconhecidas no meio pagão ou que estejam ligados a organizações internacionais que os reconhecem ou apoiam. Como não existe selo de garantia, tem de se perguntar. Exemplos de perguntas que se podem fazer são:
- Há quanto tempo o grupo/organização trabalha?
- Origens/procedência do mesmo
- Quem são os seus dirigentes? De onde vêm?
- Que tipo de trabalho fazem.
- Estão ligados a alguma organização Internacional? Qual?
1. Há quanto tempo o grupo/organização trabalha?
Esta será uma das formas de saber se o grupo tem eventos esporádicos, ou se mantém uma continuidade verdadeira e se a tem, peçam provas das suas actividades ou eventos. Só este ponto não chega para saber se o grupo/organização é ou não sério(a) mas pelo menos percebe-se se estão de forma séria e contínua no desenvolvimento das suas actividades.
2. Origem e procedência do mesmo.
No caso de uma organização, este ponto prende-se com o facto de saber de onde surgiu este grupo. Normalmente, as organizações idóneas tem uma origem bastante clara e verificável, através de datas e eventos precedentes.
3. Quem são os seus dirigentes e de onde vêm?
Este ponto é muito importante. Por vezes surgem grupos e/ou organizações que mantêm um certo anonimato quanto às origens dos seus dirigentes e este é um sinal de que provavelmente a origem dos seus dirigentes não é verificável. Todas as pessoas têm o direito de saber quem são os dirigentes e de onde vêm. Se estes são pessoas que tem alguma idoneidade verificável, tenho a certeza que não esconderão as suas origens.
4. Que tipo de trabalho fazem?
Este ponto verifica os objectivos do grupo/organização. Se estes objectivos não forem claros, e perfeitamente identificados então o grupo/organização não consegue provar o seu propósito, ficando à mercê de encontros esporádicos e objectivos mistos e confusos.
Os objectivos são importantes pois não só definem o grupo como grupo mas também o definem na acção e eficácia perante a comunidade.
5. Estão ligados a alguma organização Internacional? Qual?
Este ponto pode não se verificar pois o grupo pode ter a sua origem em Portugal e ser independente de qualquer outra organização exterior ao mesmo. No entanto, existem várias organizações internacionais que são idóneas e que ao associarem-se aos grupos, poderão verificar a honestidade dos mesmos. Exemplo disso são na Europa a Pagan Federation International e nos Estados Unidos a Covenant of the Goddess (duas organizações muito similares nos objectivos) bem como outras organizações ligadas a tradições específicas como é o exemplo da New Wiccan Church International ou o Temple of Nine Wells.
Seja qual for a associação entre os dois grupos, estas organizações internacionais, verificam, através da sua associação com o grupo, a idoneidade do mesmo.
Estes são alguns pontos que se deve ter em conta na escolha de organizações ou grupos aos quais nos desejamos associar. O grande problema nisto tudo em Portugal e até mesmo internacionalmente, é que não existem critérios de avaliação verificáveis os quais todos possam aplicar na verificação da seriedade das organizações. Estamos a falar de organizações pagãs, de grupos pagãos, um campo nu e perigoso sem ferramentas precisas de verificação. Espero que os pontos acima ajudem em alguma coisa.
Outro dos problemas prende-se em estabelecer critérios de escolha que possam verificar a seriedade de pequenos grupos pagãos ou até mesmo Covens que se dizem verdadeiros. Bom, penso que todos os pontos acima se poderão utilizar acrescentando mais alguns. Em primeiro lugar existem algumas organizações como por exemplo o Pagan Pride Day que pelas suas características não verificam a idoneidade dos seus dirigentes. Qualquer grupo pagão poderá organizar um Pagan Pride Day segundo as regras estabelecidas por esta organização, mas pela experiência que tenho em participar nestes eventos nos Estados Unidos, nem sempre os dirigentes são, digamos, idóneos ou credenciados pois esse ponto não é exigido nas regras de implementação de projectos. Entenda-se que o âmbito desta organização não faz isto por desleixo, mas por um motivo; deixar que qualquer grupo, em qualquer parte do mundo, possa organizar um Pagan Pride Day sem se prender a formalidades de acreditação, deixando aberta a porta para todo e qualquer pagão que assim o deseje. Isto é muito agradável se as pessoas que organizam este tipo de eventos forem sérias e experientes no que toca a este tipo de eventos. No entanto também faz com que exista uma disparidade muito grande entre eventos – uns muito bons e outros muito maus.
Outro problema também se verifica nos pequenos grupos (Covens) que se dizem praticantes verdadeiros e que de facto não o são. Aqui talvez cabe-me esclarecer o que entendo por uma pessoa(s) idónea(s). Terão de ser praticantes pagãos activos e experientes em que se possa verificar a sua experiência e proveniência. Alguns grupos são bastante fechados e o que se passa dentro destes não “transpira” para fora. Existe uma ideia errada, que, se está presente na discrição destes grupos, verifica a sua falsidade em contraste com grupos sérios e verdadeiros. Quando digo verdadeiros não me estou a referir a Linhagem ou Tradições. O grupo pode até ser experimental de adeptos sem iniciação ou qualquer tipo de tradição pré estabelecida, mas que tomam a sério a sua experiência.
Uma dos pontos que mais ouço falar, em termos de características de alguns grupos, é a ideia de que os mesmos se entregam a práticas orgiásticas. Isto é prova de que o grupo não é verdadeiro ou que aquilo que pratica não tem absolutamente nada a ver com os grupos verdadeiros e sérios que praticam ritos pagãos. Isto é norma comum a estes grupos falsos, talvez até comum demais. Nenhum grupo sério tem este tipo de abordagem. Um grupo pagão sério, verifica os Festivais Sazonais Pagãos, celebra a Natureza nos seus Ciclos Naturais, prestando homenagem à Grande Mãe e ao Seu Consorte.
O cuidado que se tem de ter nas escolhas de participação em grupos ou eventos prende-se com tudo isto. Portugal é um país pequeno e bastante ávido no que diz respeito ao paganismo. Por isso por vezes é difícil saber o que realmente é ou não sério e verdadeiro.
Espero sinceramente que este texto venha a servir de alerta àqueles que procuram um grupo/organização séria.
Karagan
texto de Karagan com revisão de Cynthia Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 3.0 Unported LicenseRedigido pelos Anciãos da Tradição Alexandrina da Wicca
em 14 de Novembro de 2004
O que é a Wicca?
Os Alexandrinos definem a Wicca como uma religião Iniciática, Mistérica Pagã sujeita a juramentação de votos, experimental por natureza e que tem as suas origens nas Ilhas Britânicas.
No entanto o termo “Wicca” ter sido adoptado pelo movimento Pagão/Neo-Wiccan que tem vindo a crescer nos últimos vinte anos. Para distinguir as Tradições originais da Wicca dos grupos não iniciáticos, referimo-nos à nossa Tradição como ‘British Traditional Wicca’ (BTW) nos Estados Unidos e na Europa como ‘Traditional Wicca’ (TW). Para simplificar as coisas, neste artigo sempre que se refere a Wicca, estamos a referirmo-nos-nos exclusivamente à BTW/TW a não ser que seja indicado o contrário.1
Origens da Tradição Alexandrina da Wicca
Será importante lembrar que as “tradições” tal como as conhecemos agora, não existiam no inicio da ‘Tradição Alexandrina’. A nossa Tradição tem as suas origens naquilo que hoje se chama a Wicca Gardneriana, a qual na altura se chamava simplesmente “The Wica” ou “A Velha Religião”.
O nome “Alexandrina” é na generalidade visto pelos iniciados da Tradição como uma referência ao seu ‘fundador’, Alex Sanders, mas também uma referência à Grande Biblioteca de Alexandria, a qual era o centro do conhecimento Oculto da Antiguidade.
Alex Sanders foi iniciado na Wicca no inicio dos anos 60. Mais tarde ficou conhecido por ser um excelente Mago Cerimonial e pelo título de “Rei das Bruxas(os)” o qual lhe foi atribuído pelos lideres de alguns dos seus Covens no final dos anos 60.
Segundo Maxine Sanders, sua ex-mulher, ele era membro de pelo menos dois Covens antes de casar com Maxine e de fundar o Coven Alexandrino de Londres (London Coven) do qual muitos Alexandrinos descendem.
Alex era bastante extrovertido e, entre outras coisas, um show-man nato. Ele tirava partido da Imprensa sempre que tinha oportunidade, para grande desconforto na altura de alguns Anciãos mais conservadores. Alex era conhecido por ser um excelente curandeiro, um prescutador e um poderoso bruxo e mago.
As suas incursões nos média valeram-lhe a publicação da sua biografia romantizada sob o título de King of the Witches da autora June Johns e mais tarde à publicação da clássica ‘biografia de um Coven’, What Witches Do, de Stewart Farrar. Os Sanders tornaram-se bastante conhecidos no Reino Unido durante os anos 60 e 70 e são responsáveis por terem revelado e trazido a Craft a público pela primeira vez. Um excerto de um texto de Maxine Sanders descreve de forma exemplar todo este processo:
“Apesar do interesse extremo dos paparazzi, as muitas e sinceras Iniciações feitas nos Covens de Alex e Maxine Sanders, durante e desde esse período, vieram criar lugar para uma linhagem da Witchcraft que desde então se espalhou por todo o mundo.”
E de facto foi o que aconteceu.
Em parte como resultado das incursões feitas por Alex Sanders nos média, mas também como resultado dos conflitos entre Alex Sanders e duas conhecidas Sacerdotisas Wiccan da altura, formou-se uma clara divergência, que resultou no crescimento gradual do que posteriormente se veio a chamar de Tradição Alexandrina da Wicca, nascendo assim uma das primeiras ‘tradições’ modernas da wicca.
O termo “Alexandrina” foi, segundo Maxine Sanders, atribuído por Stewart Farrar aquando da escrita do seu livro What Witches Do em 1970. No entanto, uma entrevista com Sanders feita por Stewart Farrar em 1969, Alex clarifica um pouco mais esta questão. Alex é citado dizendo:
“aqueles [feiticeiros(as)] que não querem publicidade, têm a tendência de se referir aos meus(minhas) Bruxos(as) como ‘Alexandrinos’.”
Eis a explicação. Ou o termo foi uma criação de Alex Sanders ou o resultado de um termo inventado como referência sarcástica e crítica, da mesma forma que o termo “Gardnerianos”.
Os primeiros iniciados de Sanders referem-se a si próprios simplesmente como “The Wicca” (Os Wicca) ou Witches (Feiticeiros ou Bruxos). O nome da linhagem de Sanders foi aplicado apenas nos princípios dos anos 70.
A nossa Tradição tem tido ambas a felicidade e infelicidade de ser uma das, se não a Tradição Wiccan melhor documentada até à data . Naturalmente muitas confusões têm surgido à cerca da nossa Tradição, as quais se espera que fiquem esclarecidas neste artigo.
Ao contrário daquilo que normalmente se pensa, nem todos os Alexandrinos trabalham Magia Cerimonial, tal como a Cabala, Magia dos Anjos ou Magia Enochian. Alguns praticam-nas, outros não. Alex Sanders encontrava-se sempre num processo evolutivo das suas próprias práticas mágicas passando novos conhecimentos e técnicas aos seus iniciados. O resultado deste processo está na existência de muitas linhagens diferentes que descendem de Alex Sanders, cada uma com as suas particularidades mas partilhando do mesmo corpo de conhecimento Tradicional Wiccano. Alguns Alexandrinos estão fortemente orientados no sentido da Magia Cerimonial enquanto outros estão mais orientados para a Magia Popular. Tudo depende não só da linhagem e origem de cada um, como também das opções individuais e de Coven.
O ensino sempre foi um ex libris da Tradição Alexandrina, com cada nova geração adicionando mais conhecimento à geração precedente contribuindo para a constituição de Sacerdotes e Feiticeiros(as) detentores de novos conhecimentos.
Esta diversidade proporciona uma tradição dinâmica e efectiva, com os pés bem assentes na Wicca Tradicional mas de olhos no futuro.
Outra das muitas confusões à cerca da Tradição prende-se com a publicação que Alex Sanders e o casal Farrar fizeram dos conhecimentos integrais da tradição, bem como o Livro das Sombras na sua totalidade. Qualquer um que leia os livros tanto de Alex Sanders como dos Farrar verificarão que isto é absolutamente falso, mesmo até pelas declarações dos próprios autores nas suas obras.
Alex Sanders fez a sua passagem para Além do Véu na Noite de Beltane em 30 de Abril de 1988 depois de ter sofrido e convalescido de cancro do pulmão. Após a morte de Alex Sanders, o Concelho Britânico dos Anciãos da Tradição Alexandrina reuniu-se e redigiu o seguinte documento:
Declaração do Concelho de Anciãos da Tradição Alexandrina
Na Quinta-Feira dia 12 de Maio de 1988 reuniram-se os Anciãos da Tradição Alexandrina
É da Lei da Craft que um Rei seja escolhido pela Craft quando a necessidade assim o exige. Depois de larga consideração, foi decidido que não existe necessidade da existência de um Rei das Bruxas.
Felizmente que assim é pois não existe neste momento ninguém que esteja devidamente preparado para desempenhar tal papel.
Alex Sanders conduziu os Filhos Ocultos da Deusa na Luz. Foi uma tarefa excepcionalmente bem desempenhada, e foi também o seu ultimo e mais profundo desejo que estes continuem o seu trabalho na luz.
Tal Concelho nunca mais se reuniu.
Crenças:
Tradicionalmente nós trabalhamos com e prestamos homenagem aos Antigos Deuses da Europa, com maior incidência na Deusa da Lua e no seu Consorte, o dos Cornos. Os nossos Deuses não são ciumentos, e como tal, os iniciados Alexandrinos poderão trabalhar com outras divindades a nível pessoal ou em grupo.
Almejamos uma ligação e entendimento pessoal com a divindade e com os nossos ancestrais, mas também com com os ritmos e marés da natureza, e como tal não temos intermediarios, apenas Sacerdotes e Sacerdotisas.
Acreditamos no poder da magia e no uso de técnicas tradicionais e técnicas novas para atingir os nossos objectivos.
O Papel do Clero:
A Wicca é muito diferente de outras religiões pois não temos intermediarios. Cada iniciado da nossa Tradição é um Sacerdote ou Sacerdotisa dos nossos Deuses por direito.
Alguns dos nossos Sacerdotes e Sacerdotisas são bastante activos nas comunidades pagãs locais, proporcionando handfastings (casamentos) e outros ritos de passagem bem como Festivais públicos. Outros trabalham fora do olhar do público concentrando-se no trabalho dos seus Covens ou nas suas demandas pessoais.
Organização de Grupos:
A Tradição Alexandrina está organizada em Covens. Alguns grupos trabalham skyclad[1] enquanto outros preferem trabalhar com túnicas. Independentemente da preferência do Coven, alguns ritos são feitos skyclad[1] por todos os Covens Alexandrinos reconhecidos.
Para se tornar um iniciado da Tradição Alexandrina, tem de se ser iniciado por um Sumo Sacerdote ou Sacerdotisa Alexandrina devidamente preparada e autorizada numa iniciação cruzada em género[2]. Os nossos ritos de iniciação tradicionais deverão ser usados sem omissões, tal como foram passados por cada linhagem desde o Coven Alexandrino original. A “Auto-iniciação” não é possível na Wicca Alexandrina.
A nossa Tradição contém três níveis chamados Graus. Um iniciado do primeiro grau é um Sacerdote ou Sacerdotisa da Tradição e um iniciado do segundo grau, é um Sumo Sacerdote ou Sumo Sacerdotisa da tradição e Ancião do Coven. O terceiro grau é normalmente reservado aos lideres de Coven. O tempo entre cada grau pode variar substancialmente de linhagem para linhagem e depende dos objectivos e pontos de vista de cada Coven no que respeita à iniciação e à experiência na aprendizagem. Na Tradição Alexandrina cada individuo têm a sua progressão através dos graus, no seu crescimento interior e nos Deuses, não no tempo em que fica em cada um dos níveis.
Um iniciado de segundo grau poderá deixar o seu Coven e formar um novo, e também pode iniciar até ao seu grau na maior parte das linhagens, com a autorização dos seus Anciãos. Os Covens liderados por Sumo Sacerdotes/Sacerdotisas de segundo grau estão sujeitos à orientação e autoridade dos Sumo Sacerdotes do Coven Mãe[3} até estarem preparados para serem elevados ao terceiro grau. O nível de autoridade que um Ancião de segundo grau tem, varia muito de linhagem para linhagem. Um Sacerdote ou Sacerdotisa de terceiro grau é completamente autónomo na nossa tradição, respondendo apenas aos Deuses e à Tradição em geral. Autonomia não significa falta de discernimento ou sensatez.
Alem disto, muitas linhagens optam por ter no seu sistema um grau de neófito ou dedicante, permitindo a um individuo válido[4] participar em certos ritos antes de se dedicar aos Deuses de forma definitiva. Isto faz com que o candidato seja exposto não só à Tradição mas também aos laços de “família” que constituem um Coven. Permite também que tanto o candidato como os Anciãos do Coven possam decidir se a vocação e a dinâmica inter-pessoal existem no candidato ou não
.
A nossa Tradição é Matriarcal. A Sumo Sacerdotisa é considerada ‘prima inter paris’[5] e detém a palavra final em todos os assuntos de Coven.
Tradicionalmente a palavra de um Sumo Sacerdote ou Sumo Sacerdotisa é lei dentro do Coven. Este sistema tem vindo a ser chamado por alguns “uma ditadura benevolente”.
Tradicionalmente o Sumo Sacerdote co-lidera em cooperação com e apoiando a Sumo Sacerdotisa.
A Linhagem Iniciática é verificada em cruzamento de géneros[2] (feminino, masculino, feminino, etc) até a Alex Sanders e as suas Sumo Sacerdotisas tais como Maxine Sanders. As informações sobre a linhagem não estão sujeitas a juramento de segredo na nossa Tradição, mas também não são do domínio público, e a maior parte das vezes é considerado um assunto pessoal e privado.
Pouco tempo depois da Iniciação, cada candidato começa a copiar o Livro das Sombras pelo manuscrito do seu Iniciador. É da responsabilidade de cada Iniciador, passar a Tradição, tanto oral como escrita, tal como lhe foi passada, sem quaisquer omissões. Desta forma, a continuidade da nossa herança é assegurada.
O Livro das Sombras Alexandrino contém conhecimentos comuns a todas as linhagens embora com pequenas diferenças de linhagem para linhagem, pois Alex Sanders e os seus Iniciados estavam envolvidos num processo constante de evolução. A essência do Livro das Sombras e os ritos de iniciação são a chave para todos os Alexandrinos legítimos, pois constituem o conhecimento comum que nos une a todos.
Contrariamente ao que se possa pensar, um indivíduo não pode comprar um Livro das Sombras Alexandrino, nem fazer o seu download através da Internet. Embora estes livros[6] existam, são apenas compilações de informações/documentos já publicados e a intenção da sua existência apenas se justifica na perspectiva de constituir um conjunto de documentos, similares em estilo, ao Livro das Sombras que podem ser utilizados, apenas como referência, pelo estudante sério da tradição. Estes documentos são, no entanto, diferentes do Livro das Sombras utilizado pelos Iniciados.
A única forma de obter um Livro das Sombras Alexandrino completo é ser iniciado de forma honrada.
A natureza e prática exacta dos Covens Alexandrinos poderá variar de linhagem para linhagem e de Coven para Coven mas com certos limites. O treino/ensino foi sempre fortemente implementado na nossa Tradição vindo logo a seguir, em prioridade, ao serviço aos nossos Deuses. A maior parte dos Covens Alexandrinos têm um forte sentido de ‘familia’ bem como a consciência de que fazem parte de uma família maior e mais alargada Internacionalmente.
Festivais
A Wicca Alexandrina festeja os oito Sabbats da Roda do Ano. Também nos reunimos tradicionalmente para celebrar os Esbats nas Luas Cheias realizando trabalhos, ensinando e celebrando a Deusa.
Ao contrário do que se pensa, nós não trabalhamos os Ciclos do Rei Carvalho e do Rei Azevinho, tal como é descrito pelos Farrar no seu livro Oito Sabbats para Bruxas (Eight Sabbats for Witches). Embora alguns Covens e até alguns Feiticeiros(as) possam optar por trabalhar esses ritos, os Ciclos dos Reis Carvalho/Azevinho, NÃO fazem parte da Tradição Alexandrina. Os próprios Farrar o clarificam no seu livro, mas no entanto a confusão ainda persiste.
Normas de Conduta
A Iniciação e Elevação na Wicca é um privilegio e não um direito. A iniciação não é oferecida de forma leviana. Para ser Iniciado na Wicca como Sacerdote ou Sacerdotisa, deve-se em primeiro lugar ser um individuo válido[7]. São os Anciãos do Coven que decidem a presença deste estatuto no individuo – juntamente com a ajuda e opinião daqueles que já fazem parte do grupo. A sinceridade, o carácter, a maturidade, as escolhas espirituais, nível de compromisso, sentido ético e personalidade do candidato(a) são sempre considerados além de sinais esotéricos que os Anciãos possam encontrar. Principalmente e em primeiro lugar, deverão consultar o Deus/Deusa e procurar o seu consentimento. Os Anciãos devem também considerar se o candidato(a) poderá por ou não a Tradição em risco, abusar dos Mistérios os quais lhe serão confiados após a iniciação.
Resumindo, os Anciãos deverão confiar no seu próprio julgamento e intuição de forma serena e equilibrada. Deverá existir empatia entre novos Iniciados e o Coven no qual eles são iniciados. Um individuo que seja na generalidade válido para ser iniciado, poderá não ser aceite num grupo mas poder-se-á dar bem noutro. O caminho do Sacerdócio não serve para aqueles que o procuram apenas pelo ‘estatuto’ ou simplesmente por ser uma experiência “radical”. O caminho Iniciático não serve também aqueles que são mental, espiritual e emocionalmente desequilibrados.
É regra da Wicca que nunca se cobra dinheiro por Iniciações e/ou treino/ensino da nossa religião. Na Tradição Alexandrina alguns Covens partilham as despesas básicas, pagando uma espécie de ‘cota’ ou simplesmente fazendo “passar o Chapéu da Bruxa” à medida que as despesas vão surgindo.
Temos a obrigação de manter a privacidade de outros iniciados. Como tal, revelar o nome e identidade de outro Feiticeiro(a) sem o seu consentimento é evitado a todo o custo.
A linha de conduta da Ética da Tradição Alexandrina é a Rede Wiccan “Faz o que quiseres, mas não prejudiques a ninguém”. Ao contrário do que se pensa, esta ‘máxima’ apenas refere que toda a actividade que não prejudique ninguém é permissiva. Sem prejuízo a ninguém é um ideal nobre, mas não é de maneira nenhuma para ser tomado literalmente. É literalmente impossível que um individuo possa viver a sua vida sem prejudicar ou causar prejuízo a nada ou ninguém. No entanto somos totalmente responsáveis pelas escolhas que fazemos na nossa vida. Uma das formas de interpretar a Rede é seguir o nosso mais alto ideal (o Querer – faz o que quiseres…) o que implica a escolha do caminho que cause menos prejuízo. Á medida que crescemos na compreensão dos mistérios dos ciclos e marés da vida, começamos a tomar consciência da nossa ligação intrínseca a todos os seres do planeta. O conceito de “Verdadeiro Querer” começa então a indiciar que o nosso trabalho se direcciona no sentido do bem supremo da forma que acharmos ser a mais apropriada.2
Formas de Culto
A Tradição Alexandrina é uma Tradição de Mistérios sujeita a ajuramentação de votos de segredo, e como tal, muitos dos pormenores de como e porquê trabalhamos da forma como trabalhamos, são segredo. Este secretismo entre Iniciados da Wicca de Tradição Britânica tem vindo a ser alvo de detractores, implicando nas suas alegações que na certa se existe segredo é porque aquilo que fazemos não é lícito ou bom, ou então, que mantemos o secretismo com o propósito de enaltecer o ego (“temos algo que vocês não sabem o que é e por isso somos melhores que vós“). Posto de forma simples, nenhuma destas alegações é verdadeira. A nossa Tradição e tudo o que a constitui, é sagrado e privado e, nalguns casos, poderá causar efeitos secundários indesejados se utilizado por indivíduos que não sejam ensinados/treinados nas nossas técnicas. Os Alexandrinos mantêm a privacidade dessa sacralidade através do segredo. Nós não nos proclamamos detentores dos segredos do Universo. Aliás, a maior parte dos nossos “segredos” teriam pouco ou nenhum interesse para aqueles que não são Iniciados na Wicca.
Será suficiente dizer apenas que os nossos ensinamentos se concentram no desenvolvimento do relacionamento pessoal com a Divindade, e uma consciência e sincronia com os Ciclos da Natureza, através de rituais e na nossa vida quotidiana.
Utilizamos técnicas tradicionais da WTB (Wicca de Tradição Britânica) no sentido de obter mestria e desenvolver as nossas capacidades como Feiticeiros, para que possamos nos ajudar a nós próprios e aos outros. Métodos experimentais são também utilizados, pois a nossa tradição disponibiliza uma sólida base sobre a qual possamos construir e improvisar.3
Leituras e Outras Referências:
Books:
A Voice in the Forest de Jimahl di Fiosa
What Witches Do de Stewart Farrar
The Alex Sanders Lectures de Alex Sanders
King of the Witches de June Johns
Maxine The Witch Queen de Maxine Sanders
Principles of Wicca de Vivianne Crowley
Keepers of the Flame de Morganna Davies and Aradia Lynch
Páginas da Web:
The Alexandrian Wiccans Webring (link quebrada)
Tracing the Blood: International BTW Contacts (link quebrada)
Maxine Sanders Homepage
The New Wiccan Church International
Traditional Wicca Does Not Cost Money
E-Lists:
Amber and Jet: BTW Seekers List
Caveat: Como até agora todos os Anciãos de terceiro grau são autónomos na nossa tradição, nenhum de nós poderá falar por todos. Como Iniciados e Anciãos da Tradição Alexandrina, os pensamentos seguintes são apenas a opinião que temos no que respeita à Tradição Alexandrina da Wicca, a qual amamos e acarinhamos.4
Este artigo foi escrito, editado, compilado, e aprovado pelos seguintes Sumo Sacerdotes e Sumo Sacerdotisas e Anciãos da Tradição Alexandrina:
Julia Phillips, England
Pandora, Germany
Aconite & Ambriel, Qld, Australia
Ariana & Robin, Australia
Juniper & Gwiddon Vedmi, Ontario, Canada
Radella, BC, Canada
Morganna, RI. U.S.
Indigo, RI. U.S.
Anastasia, RI, U.S.
Haniel, Central CA, U.S.
M. Veritas, TX, U.S.
Storm, CT, U.S.
Auriana & Corbin, CT, U.S.
Scypres, FL, U.S.
Icarus, NJ, U.S.
Morgaine, TN, U.S.
Pat Baker, MA, U.S.
Jimahl di Fiosa, MA. U.S.
Sulis, MA, U.S.
Talia, MA, U.S.
Herne, New Orleans, U.S.
Brigit & Orion, MD, U.S.
Cian Kerrisk, New Zealand
Muitas pessoas perguntam o que é a Wicca Tradicional Britânica ou British Traditional Wicca (ou WitchCrfat).
O termo Wicca Tradicional Britânica (WTB – em inglês BTW) aplica-se aos seguidores do revivalismo da Antiga Religião feita por Gerald Gadner e Doreen Valiente nos anos 50.
Designa-se desta forma porque Gardner revitalizou práticas de feitiçaria hereditária
encontradas na região de New Forest no Sul da Inglaterra. Portanto, esta religião é uma tradição de Feiticeiras(os) britânicas daí a designação de Feitiçaria ou Wicca Tradicional Britânica.
Os princípios básicos da Feitiçaria Tradicional Britânica estão contidos nos conhecimentos passados oralmente
e também através de um livro designado por Livro das Sombras.
A WTB é uma tradição iniciática e mistérica o que quer dizer que todos os conhecimentos (litúrgicos e religiosos) são absolutamente restritos a Iniciados da Tradição e protegidos por vários votos que são jurados antes que a participação activa nos mistérios seja concedida.
A WTB não procura convertidos activamente deixando que aqueles que sentem ser este o seu caminho o procurem e cheguem a ele espontaneamente.
Existe uma estrutura de base na WTB a qual se materializa em graus correspondendo ao nível de treino do Iniciado. Estes graus podem-se encontrar também noutras ordens similares como a Maçonaria. Na WTB existem três graus sendo o 3º o mais alto no sistema.
Na WTB os seus participantes organizam-se em Covens autónomos ou semi-autónomos. Os Covens são liderados por uma Sacerdotisa de grau suficiente.
Por causa de algumas diferenças dogmáticas e filosóficas, o corpo da WTB dividiu-se em vários grupos os quais são designados como Tradições. Cada Tradição tem as suas próprias práticas codificadas nos conhecimentos e material específico a cada uma delas em oposição aos conhecimentos e filosofias que são comuns a todas.
As Tradições mais comuns da WTB são a Wicca Gardneriana e a Wicca Alexandrina. Na América a Central Valley Wicca. Outras tradições reclamam pertencer à WTB mas esta aceitação varia de tradição para tradição.
Na maior parte das Tradições, um Coven só pode ser liderado por alguém que possua o 3*, embora outras tradições se pense de forma diferente em relação a este assunto. Por exemplo, na Tradição Gadneriana um Coven só pode ser liderado por uma Sumo Sacerdotisa de 3* sendo o papel do Sumo Sacerdote apenas Cerimonial. Na Tradição Alexandrina um Coven pode ser liderado tanto por um Sumo Sacerdote ou Sumo Sacerdotisa de 3*. Embora a Sumo Sacerdotisa seja vista como prima inter pares em ritos religiosos pelos Alexandrinos, o Sumo Sacerdote tem mais deveres e poderes na Tradição Alexandrina.
Por vezes, as circunstancias poderão ditar a necessidade de criar um Coven que não é liderado por um Sacerdote ou Sacerdotisa de 3*. Dentro dessas circunstancias especiais podem-se contar a distância, o tamanho do Coven, ou o descontentamento quanto à liderança do Coven Mãe (Coven de origem). Neste caso, um iniciado de 2* de WTB poderá liderar um Coven descendente do Coven Mãe num processo chamado de ‘hiving off‘, para fundar o que se chama de ‘Maiden Coven‘ (Coven novo que se considera semi-autónomo). O Maiden Coven opera ainda sob a autoridade do Sumo Sacerdote ou Sacerdotisa de 3* do Coven Mãe, até à altura em que o iniciado de 2* que lidera o Maiden Coven tenha sido elevado ao 3*.
Uma vez que o processo de treino tenha terminado, um iniciado de 3* da WTB poderá ser considerado autónomo ou semi-autónomo, dependendo da tradição de WTB. O Sacerdote ou Sacerdotisa que elevou o iniciado de 2* ao 3* é/são considerados os seus Anciãos ( ‘Elders‘ em Inglês). A função dos Anciãos e o seu grau de controlo ou poder perante o iniciado de 3* depende de linhagem para linhagem e de tradição para tradição.
O que faz uma tradição que pertence à WTB ser WTB?
As opiniões variam à cerca do que é necessário para se ser considerado uma tradição que pertence à WTB.
As linhas que se seguem definem aquilo que na generalidade se considera ser comum e imprescindível a todas as tradições de WTB.
Prática Iniciática
A WTB pratica cerimónias formais de Iniciação e Elevação.
A auto-iniciação não é reconhecida pela WTB.
A iniciação só é concedida só quando o mentor estiver satisfeito
com o progresso e desempenho do seu aluno.
Tradição Mistérica
A WTB é uma tradição de Mistérios, o que quer dizer que o núcleo de saber
passa sempre pela vivência e experiencia dos mesmos.
Os Mistérios têm de ser vivenciados e -experimentados activamente pelo Iniciado.
Falar dos Mistérios ou ler sobre eles, não substitui de forma nenhuma a vivência
dos mesmos.
A LinhagemO conceito de linhagem é muito importante na WTB.
Tal como a sucessão noutras religiões, um WTB é Iniciado e/ou Elevado por alguém que também foi Iniciado e/ou Elevado etc. e assim sucessivamente, numa linhagem contínua
até à origem.
( na Wicca Gardneriana até Gardner e na Wicca Alexandrina
até Alex Sanders e Maxine Sanders).
Cadeia de iniciação por alternância de género masculino/feminino Estritamente praticada no passado e originando grandes
discussões no presente, o modelo comum de passagem de
Iniciações e /ou Elevações insiste em que um homem só seja iniciado
por uma mulher e uma mulher só seja iniciada por um homem.
Passagem de Conhecimento e SaberesAmbos os conhecimentos orais e escritos são passados ao aluno da mesma forma como foram recebidos pelo mentor.
Isto inclui muitos temas sujeitos a voto de segredo e outros
temas e saberes específicos a cada tradição ou linhagem.
Preservação do núcleo de práticas
Embora a definição de ‘Núcleo de Práticas’ seja bastante abrangente,
o consenso geral mantêm que partes específicas dos conhecimentos
e práticas e ritos sejam praticados.
Cada Tradição ou Linhagem, interpreta estes conhecimentos de forma
diferente mas no geral é aceite que sem excepções os ritos de Iniciação e/ou Elevação são praticados e aplicados sem cortes ou omissões. Mais informações:
Um dos sítios para aprender um pouco mais sobre a Wicca Tradicional Britânica será o grupo da Yahoo Anber and Jet.
Esta mailing list tornou-se um sitio não oficial de encontro entre Aniões de várias Tradições da Wicca Tradicional Britânica
e também um sitio para aqueles que procuram saber um pouco mais.
Navegando pela internet, vi uma mensagem no terravista (Foruns.terravista.pt > Religião e Crenças > real wiccans ) de uma senhora brasileira que se diz sacerdotisa wicca, iniciada há oito anos na tradição dela (que ela não diz qual) e que promove cursos de wicca em Portugal…
No campo da mensagem que identifica o autor da mesma lê-se: convidado
Eu nem sei por onde começar. Fiquei extremamente espantado com isto e preocupado com a quantidade de mensagens a pedir informações sobre o curso.
Vamos lá a ver se a gente se entende. Eu não sei que tipo de “wicca” esta senhora pratica, mas a Wicca Tradicional não é ensinada em “cursos”.
Na Wicca Tradicional Britânica, o estudante ou aprendiz (chamem-lhe como quiserem) é ensinado por um membro da Tradição (seja ela/ele qual for) durante um certo período de tempo, durante o qual lhe são passadas as bases da tradição. Se o/a mentor(a) assim o entender e se o aprendiz assim o desejar, este é iniciado na tradição posteriormente.
Isto não se aprende em cursos. Se querem saber alguma coisa sobre a wicca leiam Doreen Valiente, os Farrar, Alex Sanders ou Gardner. Tudo o que os livros destes autores contêm, é mais do que suficiente para aprender, não só as bases históricas como as bases rituais. Mais nada!
Passo seguinte?
Se realmente assim o entenderem deverão procurar então um mentor, alguém credenciado e respeitado que se disponha a ensinar a prática.
Meus amigos, isto não é um curso de culinária!
A Wicca é uma religião de Mistérios e não se aprende em “cursinhos“. Tudo o que estes “cursinhos” ensinam está nos livros… nada mais, nada menos, apenas isso.
Se querem realmente ter uma postura séria perante a Wicca, não frequentem “cursos”.
SE alguém vos disser que é Iniciado nisto ou naquilo, antes do mais informem-se se é verdade ou não. O que não falta para aí no Mundo são charlatães…
Aqui vai a transcrição da dita mensagem, sem identificação nem assinatura…humm…porque será?
“Aqui falo para aqueles que procuram algum auxilio em seu caminho com a segurança de honestidade e seriedade!!!
Sou brasileira, iniciada há oito anos e sacerdoiza da minha ordem. Quem quiser mais informações é só responder, pode ter certea que estarei atento com a maior sinceridade do mund!!!
Beijinhos Mágicos”
Ora não se está mesmo a ver. A senhora em questão, afinal não é Sacerdotisa, é sacerdoiza… pois claro, está tudo explicado então! Além disso parece um bocadinho confusa quanto ao seu género; diz-se sacerdoiza (que penso ser uma mulher) e depois diz que vai estar atento…
Cheira ou não cheira a esturro?
Tenham muito cuidado com as escolhas que fazem
Karagan
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