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Alex Sanders A mente é a ferramenta mais poderosa que o Homem possui e tal facto torna-se especialmente verdadeiro no que à Magia diz respeito.

Na Wicca Alexandrina, embora possa existir um trabalho individual (sobretudo centrado no desenvolvimento espiritual e no equilíbrio psíquico e emocional), a magia realiza-se com recurso ao trabalho desenvolvido em coven.

A Tradição Alexandrina destaca-se pela abertura a novas formas de desenvolver e perspectivar a magia, aparentemente sob a égide de conceitos contraditórios. Na verdade, o trabalho com diversos tipos de magia permite traçar os caminhos de aprendizagem que foram percorridos no passado e constitui, de certa forma, uma evidência da evolução contínua dos seres envolvidos no trabalho mágico (humanos ou outros).

Quando a busca de novas formas de trabalhar a magia é consistente, permite não só aos membros do coven atingir níveis mais elevados de consciência, mas também permite a outros seres a liberdade de estarem envolvidos e de serem compreendidos a partir de diversas perspectivas – e isso é Criação. Esse fenómeno pode ocorrer com Arquétipos, Deuses, Elementais e Espíritos – e, em última análise, talvez possa contribuir para a sua evolução, considerando a sua dimensão e realidade.

A grande vantagem de adoptar uma prática constante da Magia consiste numa consciência crescente de que o ser humano não é único e de que NÃO é o centro em torno do qual a vida ou a Existência se desenrolam.

A Magia ensina-nos que tudo o que se manifesta assenta em equilíbrios, que existem realidades muito diversas da nossa e que há níveis de compreensão diferentes das mesmas realidades.

Alex Sanders foi um ser extraordinário e esse facto não se limita ao papel que desempenhou no desabrochar da Wicca e da Craft. Como praticante de Magia de várias escolas e grande conhecedor da sua dinâmica, teve a humildade de, no seio do seu imenso conhecimento, continuar à procura de novas formas de evoluir, de as transmitir aos outros e de aceitar, como qualquer um que se inicia nesta Arte, as vozes que se imiscuíam e se sobrepunham ao seu trabalho usual, vozes que ele não compreendia completamente ou de todo, mas que o utilizavam como canal para se exprimir. O seu legado demonstra que dava espaço a essas vozes e que as cultivava até que dessem fruto (excertos de saber de outra maneira perdidos) e que reconhecia que, por vezes, não existia ainda a compreensão necessária para desvendar o seu significado.

Nesse sentido, o equilíbrio que demonstrou entre a recepção de realidades para além da sua sabedoria na altura e a procura activa de novas práticas mágicas desmente em muito a imagem de futilidade que muitos associam aos seus anos mais activos como “show man” da Craft.

A forma de fazer a magia acontecer entre os que seguem a Tradição Alexandrina é, devido à linhagem espiritual existente, marcada pela abertura e flexibilidade quando é traçado o caminho até aos Deuses, embora exista rigor e precisão na forma de traçar esse caminho. Procura-se o equilíbrio entre o querer e o receber (mesmo o inesperado ou o que não se enquadra nas nossas expectativas) em todos os planos. E isso sim, é Magia, pois dá lugar à Transformação e não apenas a uma manifestação menor da Vontade.

Em liberdade,

Cynthia

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